Educação para a Segurança: é de pequenino...
Apesar de, na formação dos mais jovens, as questões com a sua segurança serem uma responsabilidade de todos, é hoje particularmente relevante que a escola equacione o problema de uma forma articulada e consistente ao longo da escolaridade obrigatória.
Não apenas porque essa é uma dimensão importante da função da escola, mas sobretudo porque a Internet veio trazer novos desafios e perigos para os quais é necessário encontrar estratégias adequadas e eficazes.

Foi nessa linha que se equacionou a proposta de definição de metas de aprendizagem assumida pela área das Tecnologias de Informação e Comunicação, que aqui se apresentam de forma autónoma, apesar da sua estreita relação com as outras áreas de competência consideradas essenciais para se beneficiar em pleno da cidadania na chamada sociedade do Século XXI (Informação, Comunicação, Produção).
Constituindo uma área transversal, aí são definidas metas que todos os professores e educadores poderão considerar no planeamento das suas atividades independentemente da área curricular em que trabalham, com as vantagens que isso possa significar em termos de articulação e de consistência da intervenção em cada ano de escolaridade.
A proposta permite ainda ter uma visão global dos comportamentos finais esperados e da sua evolução, gradual, ao longo de toda a escolaridade, isto é, o desenvolvimento e apropriação de um conjunto de atitudes e de comportamentos adequados, desde a mais tenra idade e em cada momento reforçados, se isso for objecto de trabalho pedagógico, intencional, até fazer parte integrante da conduta de cada um.
Para que possa ter uma visão geral das aquisições consideradas pertinentes, aqui fica o conjunto das metas de aprendizagem propostas para o final de cada um dos níveis e anos de escolaridade.
Fernando Albuquerque Costa
(Coordenador do Estudo Metas de Aprendizagem na área das TIC)