Artigos e Estudos

Como na vida real, a utilização da tecnologia comporta alguns riscos para os quais devemos alertar os nossos filhos.

Disponibilizamos um conjunto de artigos e estudos sobre educação digital e educação para os media.

 

Este é um estudo sobre riscos resultantes da internet. Foi realizado pela UNESCO e disponibilizado na seguranet.

https://www.seguranet.pt/pt/noticias/criancas-e-jovens-portugueses-entre-os-mais-confiantes-no-uso-da-internet-estudo-europeu

https://www.seguranet.pt/pt/noticias/icils-2018-international-computer-and-information-literacy-study

 

ICILS 2018 – International Computer and Information Literacy Study

Segundo os resultados do estudo internacional ICILS 2018, os jovens portugueses consideram que, em comparação com os de outros países, estão mais bem preparados para enfrentar, de forma segura, um mundo cada dia mais digital.  

 

Através deste estudo, que envolveu alunos do 8º ano de escolaridade de 11 países,  pretendia-se saber em que medida as escolas preparam os alunos para lidarem com os desafios do digital. No caso dos jovens portugueses, no que se refere à segurança online, estes surgem em lugar de destaque em três dos quatro parâmetros estudados, destacando-se com valores acima da média global entre países.

Os jovens portugueses afirmam reconhecer a importância de mudar as senhas de acesso regularmente (18% acima da média) e reconhecem que aprenderam na escola acerca da importância de verificarem a origem dos e-mails e da informação que recebem (23%acima da média). Além disso, 91% dos jovens portugueses afirma ter aprendido que é necessário fazer logout em computadores partilhados por colegas (10% acima da média).

Quanto à utilização responsável das redes sociais, a percentagem alcançada pelos alunos portugueses (85%) ficou abaixo da alcançada pelos alunos finlandeses (88%), mas 10% acima do valor médio obtido pelos 11 países que participaram no estudo (75%).

 

No entanto, e apesar destes resultados, apenas 1% dos alunos que integrou a amostra considera ser capaz de selecionar a informação mais relevante e avaliar a utilidade e fiabilidade da informação. Além disso, os alunos portugueses seguem a tendência obtida pelos jovens dos vários países, revelando, ainda, dificuldades em trabalhar, de forma autónoma, com o computador, havendo necessidade de inverter estes resultados.

O ICILS é um estudo internacional que avalia a literacia digital dos jovens com idades entre os 13 e os 14 anos, a frequentar o 8º ano de escolaridade. Em 2018, o ICILS contou com a participação de 14 países/sistemas educativos, tendo Portugal participado, pela primeira vez nesta edição, com mais de 3000 alunos de 215 escolas de todo o país.

 

De notar que os resultados do ICILS 2018 foram divulgados no mesmo dia em que também foram conhecidos os resultados  do estudo europeu EU Kids Online 2020: Survey results from 19 countries.  Também aqui Portugal é apresentado como um dos países onde mais crianças e jovens revelam confiança em lidar com riscos: mais de dois terços referem saber reagir “sempre” ou “muitas vezes” a comportamentos de que não gostam na Internet. 

 

Crianças e jovens portugueses entre os mais confiantes no uso da Internet Estudo europeu EU Kids Online

No dia em que se assinalou o Dia da Internet Mais Segura 2020, foram divulgados os resultados do estudo europeu EU Kids Online 2020: Survey results from 19 countries.

Entre 2017 e 2019, foram inquiridos 25.101 crianças e jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos, sobre as suas experiências digitais que incluíram situações de risco como ciberbullying, conteúdos prejudiciais, mau uso de dados pessoais, uso excessivo da Internet, mensagens de sexting e encontros com pessoas conhecidas na Internet.

De acordo com os resultados, na Europa, a maioria das crianças e jovens usa o smartphone para se ligar à Internet “várias vezes por dia” ou “todos os dias ou quase”, registando-se uma subida substancial no uso de smartphones e no acesso à Internet, em relação ao estudo de 2010. Em alguns países, como Portugal, o tempo que as crianças e os jovens passam online mais do que duplicou, sendo também um dos países onde mais crianças e jovens revelam confiança em lidar com riscos: mais de dois terços referem saber reagir “sempre” ou “muitas vezes” a comportamentos de que não gostam na Internet.  Portugal é também um dos países, onde os inquiridos menos associam situações de risco a danos delas decorrentes.

De acordo com Cristina Ponte, professora da Universidade Nova e coordenadora da equipa portuguesa na rede EU Kids Online, “estes resultados quantitativos nacionais integrados no panorama alargado de 19 países europeus ajudam a conhecer de que modo crianças e jovens portugueses se consideram enquanto utilizadores digitais e qual tem sido a influência da intervenção da família e da escola em matéria de segurança e de aquisição de competências”.  Cristina Ponte acrescenta que  “seria muito bom que estes resultados sobre riscos e oportunidades fossem discutidos, em casa e na escola, com crianças e jovens para ouvir as suas razões por detrás dos números.”

O estudo europeu EU Kids Online 2020: Survey results from 19 countries envolveu os países: Alemanha, Bélgica (Flandres), Croácia, Eslováquia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Itália, Letónia, Lituânia, Malta, Noruega, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Rússia e Suíça. A participação de Portugal, neste estudo, contou com o apoio da Associação DNS.PT, da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Direção-Geral de Educação.

 

Relatório “Behind the numbers: ending school violence and bullying” – UNESCO

 

A publicação “Behind the numbers: ending school violence and bullying”, da responsabilidade da UNESCO, apresenta uma visão abrangente e atualizada não só  da prevalência, mas também das tendências globais e regionais, relacionadas com a violência na escola. Além disso, examina a natureza e o impacto da violência escolar e do bullying.

O relatório refere que quase um aluno, em cada três, foi intimidado pelos colegas, na escola, no último mês. Este estudo, que envolveu 144 países, é a maior investigação feita, até à data, sobre estas problemáticas.

As constatações e conclusões, apresentadas nesta publicação, reforçam as recomendações dos Relatórios de 2016 e 2018 do Secretário-Geral da ONU, endereçadas à Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), no que se refere à proteção de crianças contra o bullying. Essas recomendações incluem, entre outras: a necessidade de desenvolver políticas para prevenir e responder à violência escolar e ao bullying; formar e apoiar os professores na prevenção da violência escolar e do bullying; promover abordagens que envolvam toda a comunidade, incluindo estudantes, professores, assistentes operacionais, pais e autoridades locais; fornecer informações e apoio às crianças.

Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de apoiar todos os países na prevenção e combate à violência escolar e ao Bullying, bem como de reforçar a Campanha Safe to Learn que visa acabar com toda a violência nas escolas, até 2024.